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quarta-feira, 17 de março de 2010 Tags: 0 comentários

Alguns Covers

Selecionei vários cover para o pessoal dar uma olhada, muito legais.

Lady Gaga - Bad Romance

Killing me softly - fugges

Sophie Ellis-Bextor Groovejet

Curiosidades Rápidas

Você sabia que…

• Os porcos não têm flexibilidade para olhar para céu?
• Os cavalos não conseguem vomitar?
• Com o passar da vida a pessoa engole aproximadamente 70 insetos e 10 aranhas?
• Os camarões têm o coração na cabeça?
• Se espirrar com muita força podemos partir uma costela?
• Todos os porco-espinhos flutuam na água?
• O “ quack” de um pato não produz eco?
• Um ladrão que roubava uma casa na Bélgica foi surpreendido,fugiu pela porta dos fundos, escalou uma parede de três metros, pulou para o outro lado e acabou dentro da prisão municipal.
• “J” é a única letra que não aparece na tabela periódica
• Cabem cerca de 70 gotas em uma colher de chá
• A expressão O.K surgiu quando as tropas voltavam para o quartel depois de uma batalha sem nenhuma baixa após a Guerra da Secessão, eles escreviam uma placa imensa “o Killed” (Zero mortos).
• A maioria dos batons possuem em sua composição escamas de peixe.

terça-feira, 16 de março de 2010 Tags: 0 comentários

Como funcionam os monstros

Os monstros vivem na nossa imaginação, como em 'Onde vivem os  monstros, ou eles existem mesmo?
Divulgação
Os monstros vivem na nossa imaginação, como em 'Onde vivem os monstros, ou eles existem mesmo?
Embora o nome original seja diferente (“Where the wild things are”, algo como “Onde as coisas selvagens estão”), o título brasileiro do novo filme do diretor Spike Jonze, Onde vivem os monstros [adaptação do livro de mesmo nome do escritor americano Maurice Sendak, de 1963] , levanta uma questão interessante, ainda que aparentemente irrelevante para os céticos de plantão. Ora, os monstros vivem na imaginação, principalmente na imaginação das crianças, eles diriam. Mas pergunte a eles por que os monstros estão presentes em todas as culturas e sociedades humanas de todos os tempos, ou pergunte por que razão os monstros do mundo inteiro têm características parecidas, e a resposta não virá na ponta da língua.

Os monstros na verdade são um assunto complexo e, assim como os heróis, dizem muito sobre nós, seres humanos. Tão antigas quanto nossa própria história, as histórias de monstros fazem parte do medo de uma espécie que ainda não subjugou a natureza totalmente, mas que pretende fazer isso através da lógica e do conhecimento.

A palavra vem do latim monstrum e etimologicamente significa “mostrar” ou “advertir”, e também “segredo divino”. Algumas interpretações vão mais longe e traduzem monstrum como “aquele que adverte”, ou “aquele que revela”.

Mas qual é a razão desses significados? Mais importante do que isso: de onde afinal vem nosso medo inconfesso desses seres imaginários?

A origem do medo de monstros

Monstros que viveriam em águas profundas, como o kraken,  estão  entre os maiores medos do ser humano
Reprodução / Domínio Público
Monstros que viveriam em águas profundas, como o kraken, retratado na pintura Colossal Octopus, de Pierre Denys de Montfort, estão entre os maiores medos do ser humano
Nós tememos os monstros, de maneira geral, porque nossos medos são universais. Os medos mudam com as experiências, é verdade, mas existem aqueles que, segundo a demanda evolutiva, são passados na carga de informações de nosso DNA. Pesquisas realizadas em escolas de Chicago, por exemplo, mostram que os maiores medos das crianças são leões, tigres e cobras – perigos inexistentes naquela cidade.

Em seu livro "Como a Mente Funciona", o cientista cognitivo Steven Pinker descreve os medos que espontaneamente desenvolvem-se nas crianças de até cinco anos de idade: aranhas, escuridão, cobras, águas profundas. Como Pinker deixa claro, todos esses temores são objetos fóbicos clássicos. Temores que, quando não devidamente superados na infância, acompanham as pessoas em sua fase adulta na forma de fobias. Uma resposta biológica para a manifestação da cultura do monstro em todas as sociedades é que ela incorpora esses medos inatos – por isso o bestiário universal possui tantos exemplos de serpentes enormes que habitam as profundezas do mar ou de um lago (medo de cobras e águas profundas), de aracnídeos gigantes (medo de aranhas) ou de monstros que vivem em cavernas profundas ou que apenas atacam durante a noite (medo do escuro).

“A crença em monstros é realmente evolutiva e adaptativa. Nós temos medo de cobras e aranhas certamente não porque elas são grandes e podem nos atacar, mas porque geralmente são venenosas. Então esse medo nos leva a evitar esses bichos, o que provavelmente salvou vidas e se tornou impresso geneticamente”, concorda o antropólogo norte-americano David Gilmore, especialista no estudo dos monstros.

Quem tinha medo  de ser comido no mar antes da exibição do filme 'Tubarão'?
Reprodução
Quem tinha medo de ser comido no mar antes da exibição do filme 'Tubarão'? Ele mexeu com vários dos nossos medos mais profundos
Mais do que o temor de ser envenenado, porém, o medo primitivo que subsiste mais intensamente em qualquer homem ou mulher, de qualquer idade e sociedade, é o de virar refeição de outro animal. Isso é facilmente compreensível quando se tem em mente que grandes feras devoradoras de carne dividiram o espaço com seres humanos durante a maior parte da história. Essas bestas fizeram parte da formação psicológica do Homo Sapiens e de sua identidade como espécie. Predadores como ursos, tigres, leões, tubarões e crocodilos eram tão importantes para nossos antepassados que estiveram inclusive presentes em sistemas espirituais.

Como escreveu o americano David Quammen em seu livro "O Monstro de Deus", “entre as formas mais primitivas de autoconsciência humana estava a consciência de ser carne”. Não é muito difícil perceber o reforço dessa percepção e ansiedade míticas em monstros como o gigante devorador de homens Grendel, do poema épico anglo-saxão Beowulf, ou nos predadores da série Alien. A mensagem por trás de histórias como essas é clara: existe algo muito pior do que simplesmente ser morto; é ser devorado.

Dessa forma, os monstros estão relacionados com sentimentos que refletem no íntimo de nossa espécie. Sensações e medos que foram fundamentais para a evolução humana. Em "The Others: How Animals Made Us Human" (“Os outros: como os animais nos fizeram humanos”, sem tradução para o português), o ecólogo e filósofo Paul Shepard escreveu sobre a possível metamorfose de predadores selvagens em monstros na psique humana: “Nosso medo noturno de monstros provavelmente tem suas origens nos princípios da evolução de nossos ancestrais primatas, cujas tribos foram desbastadas por horrores cujas sombras continuam a elicitar nossos gritos de macaco em teatros escuros”.

Monstros e heróis

O Feiticeiro,  pintura encontrada nas cavernas Trois Frères, na França, é a primeira  representação de monstro da humanidade
Domínio público
O Feiticeiro, pintura encontrada nas cavernas Trois Frères, na França, é a primeira representação de monstro da humanidade
Essa provável transformação de feras devoradoras em monstros parece ter sido completada no final do período paleolítico, depois que os humanos descobriram a autoexpressão na forma de arte e a um passo do início da civilização. Um indício dessa tese é a famosa pintura chamada de “Feiticeiro”, encontrada na caverna Três Irmãos (Trois Frères), no norte central dos Pirineus. Pintada entre 12 mil e 15 mil anos atrás, a imagem é considerada por muitos estudiosos a primeira representação de monstro da humanidade.

Alguns milênios depois, com o surgimento da escrita, os monstros deixaram as cavernas pré-históricas e os contos e tradições orais e migraram para os textos mitológicos da Antiguidade. Um dos primeiros exemplos ao qual temos registro é Humbaba (rosto repleto de intestinos retorcidos, hálito de fogo e mandíbulas mortíferas), descrito no poema babilônico de Gilgamesh, considerado a primeira grande epopeia da humanidade, com versões datando de cerca de 2.000 a.C.. O poema narra a luta e vitória do herói Gilgamesh contra essa espécie de demônio. A batalha é um dos primeiros encontros arquetípicos entre herói e monstro, mas está longe de ser o último. A lista de duelos míticos é longa, com exemplos de inúmeras sociedades: Marduk contra Tiamat (mar de água doce que se transformou em dragão depois que Ea, deus da Terra e da água matou e filho de Tiamat matou Apsu e Mummu), entre os antigos babilônios; Ninurta contra Anzu, na civilização suméria; Hércules contra Cérbero (o horrível cão de três cabeças que Hércules tinha de capturar como parte de suas 12 tarefas), entre os gregos.

O antropólogo David Gilmore nota inclusive que muitos mitos de criação começam com a existência de algum monstro que precisa ser derrotado antes mesmo de os humanos poderem emergir da escuridão e povoarem o recém-criado Universo. O estudioso fez uma longa pesquisa sobre os monstros de inúmeras culturas e escreveu o livro "Monsters: Evil Beings, Mythical Beasts, and All Manner of Imaginary Terrors" (“Monstros: seres do mal, bestas míticas e todas as formas de terrores imaginários”, sem tradução para o português), no qual nota um surpreendente padrão entre os seres imaginários de todo o mundo.

Antigo vaso grego mostra o herói Hércules brigando com o cão de  três cabeças Cérbero
Bibi-Saint Paul / Wikimedia Commons
Antigo vaso grego mostra o herói Hércules brigando com o cão de três cabeças Cérbero

Na obra, Gilmore descreve uma porção de monstros encontrados no imaginário de diversos povos e sociedades. Indígenas do Canadá, como as tribos Ojibwa, Cree e Saulteaux, por exemplo, acreditam em um ser chamado Windigo, que tem um coração de gelo e devora humanos. No estado norte-americano de Nova York, os Iroquois são aterrorizados por criaturas conhecidas como “gigantes de pedra”, demônios que se escondem em florestas e comem caçadores desprevenidos. No Sul dos Estados Unidos, os Cherokees temem a uktena, uma terrível serpente aquática.

O windigo,  monstro da cultura indígena, tem coração de gelo e devora humanos
Reprodução / Norval Morrisseau
O Windigo, monstro da cultura indígena, tem coração de gelo e devora humanos
A lista não acaba. Entre os pigmeus do Congo, há uma espécie de dinossauro comedor de gente chamado Mokele-Mbembe. No Quênia, Nandi, um monstro parecido com um urso, também devora humanos. No Tibete e no Japão antigos, há incontáveis mitos e histórias de monstros que precisavam ser derrotados por heróis, caso contrário toda a sociedade local de um certo período seria exterminada. Na América Latina, os maias acreditavam em Tlacahuelpa, um ogro gigante que comia crianças e às vezes adultos. Os astecas, por sua vez, falavam de serpentes demoníacas gigantes que atacavam as pessoas.

Apesar das distâncias geográficas e temporais, todos esses monstros possuem grandes semelhanças. Uma das principais é que eles geralmente vivem na periferia de onde se encontram os humanos: nas montanhas que circundam uma cidade, nas florestas ou desertos em volta dela, dentro dos rios que a limitam. Além disso, eles são sempre muito violentos em relação a nós, humanos. Para completar, são famosos comedores de carne humana. E isso em todo o mundo e em qualquer época. “Até onde a antropologia pode nos dizer, mesmo os mais ‘primitivos’ caçadores e coletores da pré-história tinham ogros ou monstros imaginários em seu folclore e tradições orais. Eu não consigo pensar em nenhuma cultura que não possua ‘monstros’ em seu bestiário mitológico”, afirma Gilmore.

O fato de os monstros serem quase sempre violentos em relação a humanos e adorarem nossa carne é facilmente explicado pela já comentada lenta transformação de animais predadores nessas criaturas imaginárias. A usual localização dos monstros nas periferias igualmente parece ser uma ferramenta evolutiva para assegurar a sobrevivência da nossa espécie. “Nós humanos tendemos a povoar lugares desconhecidos e perigosos com demônios e ogros, o que nos dá razão para evitar esses locais”, explica o antropólogo.

Lendas dos antigos gregos

Odisseu serve aos caprichos  do ciclópe Polifermo, antes de cegá-lo
John Flaxman / Domínio público
Odisseu serve aos caprichos do ciclópe Polifemo, antes de cegá-lo
Essa característica é particularmente ilustrativa nos mitos e lendas dos antigos gregos. Personagens importantes dessas narrativas, os monstros gregos geralmente vivem em lugares longínquos e exóticos, representando o desconhecido, o medo e a dor que os heróis das grandes aventuras precisam confrontar e superar. “Na maioria das vezes esses heróis vinham restabelecer o equilíbrio de cidades da Grécia que estavam sendo ameaçadas por monstros, que, por sua vez, sempre representavam o diferente, o estranho”, conta o professor Donaldo Schüller, especialista em língua e literatura grega e tradutor de clássicos como "Odisséia" (Homero), "Antígona" (Sófocles) e "O Banquete" (Platão).

A noção de diferente e estranho, no caso, era percebida no aspecto físico dos monstros, que geralmente destoavam da aparência humana e eram inspirados na diversidade da natureza, podendo ser uma mistura de vários animais: mamíferos, aves, seres marinhos, répteis. Essa seria outra grande semelhança entre os monstros de todo o mundo: eles em geral são figuras híbridas e grotescas, combinando homem e animal, como o minotauro, ou apenas diferentes espécies animais. Algumas dessas características horrendas que mais se impregnaram no imaginário popular foram a cauda e o pescoço compridos, geralmente em formato de serpente, que chegaram mesmo a escapar dos mitos e povoar as cartas náuticas dos cartógrafos das Idades Média e Moderna.

A luta de Teseu  com o minotauro (monstro metade homem, metade touro) , representada em  figura pintada em cerâmica do século 6
Domínio público
A luta de Teseu com o minotauro (monstro metade homem, metade touro) , representada em figura pintada em cerâmica do século 6
Ainda na Grécia Antiga, o professor Schüller nota que a palavra equivalente a monstro era “teras”, que pode ser interpretada como um sinal enviado pelos deuses ou uma advertência para um perigo que poderia ocorrer – ou seja, o mesmo significado de “advertência” do monstrum latino, termo de origem diferente. Isso tem uma explicação: frequentemente os monstros surgem quando uma determinada sociedade está atravessando um período histórico conturbado ou uma mudança importante de valores. A incerteza e o medo do desconhecido, então, são personificados na figura do monstro – ou precisamente na ausência dessa figura.

Foi assim com o último herói da Idade Média, Dom Quixote, que saiu pelo mundo para caçar gigantes mas em vez destes só encontrou moinhos de vento. Na saga humorística escrita por Miguel de Cervantes no início do século 17 não há monstros. Como assinala Ortega y Gasset em "Meditações sobre o Quixote", a história do cômico cavaleiro foi criada numa época em que surge uma interpretação mecanicista do mundo, nos primórdios da filosofia moderna e da chamada “Era da Razão”. Sem monstros, o cavaleiro vê-se então lutando contra um ambiente duro, que não corresponde mais à busca do herói clássico.

O monstro dentro dos humanos

Frankenstein, um dos monstros criados pelos humanos, é retratado  no livro de Mary Shelley
ComoTudoFunciona
Frankenstein, um dos monstros criados pelos humanos, é retratado no livro de Mary Shelley
Do mesmo jeito que há herói sem monstro no livro "Dom Quixote de La Mancha", também surgem livros de monstro sem herói no decorrer dos séculos seguintes – principalmente a partir do final do século 18, com o Romantismo. Os monstros dessa nova literatura não mais existiam simplesmente para serem vencidos ou destruídos. Eles eram projeções distorcidas de nós mesmos, e, apesar de continuarem representando tudo aquilo que repudiamos e tememos, possuíam características inconfundivelmente humanas.

Esses monstros ou eram criação humana, como a criatura de "Frankenstein" (Mary Shelley); ou faziam parte dos homens, como em "O Médico e o Monstro" (Robert Louis Stevenson); ou eram o próprio homem, como em "A Metamorfose" (Franz Kafka). E, a exemplo do clássico de Cervantes, cada uma dessas e de outras obras famosas nos apresentam monstros que se encaixam no significado original de “advertência” do termo.

Em "A Metamorfose", por exemplo, o caixeiro-viajante Gregor Samsa se descobre transformado num inseto monstruoso ao acordar em casa numa certa manhã. Em pouco mais de 100 páginas, Kafka conta a rápida história de alienação e abandono ao qual Samsa se vê mergulhado, até morrer ignorado pela família e pela própria sociedade da época. Seria uma “advertência” à impessoalidade do mundo contemporâneo, que poderia gerar uma “desumanização” dos seres humanos.

Monstros criados pela ciência

O filme japonês Godzilla  mostra um monstro criado pela ciência
Reprodução / japan-zone.com
O filme japonês Godzilla mostra um monstro criado pela ciência
No entanto, mais comum que uma relação com o lado social ou existencial da sociedade é a associação entre monstros e ciência, iniciada com a literatura de terror da era vitoriana, na Inglaterra do século 19, e grandemente aprofundada pelo cinema. Frankenstein, O Médico e o Monstro e A Ilha do Doutor Moreau (este último do escritor inglês H.G. Wells) são obras em que a ciência não apenas tenta compreender os monstros como acaba por criá-los. O pecado humano é ir além das fronteiras do conhecido, e nossa tentativa de submeter as leis da natureza torna-se nossa própria destruição.

Os filmes pós-Segunda Guerra Mundial com monstros gigantes, que geralmente são explicados como consequências da era nuclear, fazem parte dessa tradição. Godzilla e afins nos remetem então ao significado original da palavra monstro: aquele que alerta. O mau uso da tecnologia e a viagem ao desconhecido são caminhos que podem ocultar monstros, estejam eles no espaço exterior, estejam eles no microcosmo do nosso próprio planeta.

Com a grande expansão do conhecimento geográfico no século passado, graças a tecnologias como o satélite, o radar e o sonar, nossos monstros mudaram de lugar. Deixaram de habitar as geleiras, como nos livros do norte-americano H. P. Lovecraft, ou os lagos profundos da Escócia, como o querido monstro do lago Ness. Eles agora habitam outros planetas, e, assim como as serpentes nas cartas náuticas, estão apenas esperando que nossas naves um dia cheguem lá (o que acontece na série "Alien"). Ou se escondem num universo tão desconhecido quanto o espaço cósmico: o mundo dos micróbios. Nos filmes Extermínio (28 Days Later, 2002), Extermínio 2 (28 Weeks Later, 2007) e Eu sou a Lenda (I'm the Legend, 2007), os morto-vivos, zumbis ou vampiros, como se queira chamá-los, são criados por uma epidemia de vírus. Da escala interplanetária à microscópica, os monstros estão sempre lá, naquele lugar em que não podemos enxergar.

Cena do filme  'Extermínio'. Vírus transforma a humanidade em zumbis comedores de  gente
Divulgação
Cena do filme 'Extermínio'. Vírus transforma a humanidade em zumbis comedores de gente
No caso dos alienígenas, é revelador perceber que essas criaturas – tal como a imagem mais famosa que temos delas hoje, a do humanóide baixinho, cinza e cabeçudo – começaram a aparecer no imaginário humano apenas no final do século 19. Ainda que existam indícios de que povos antigos tenham acreditado na existência de seres de outro planeta e especulações sobre essas criaturas possam ser encontradas em obras da Idade Média, foi somente com o desenvolvimento da astronomia moderna que eles deixaram de estar ligados à religião e ao sobrenatural – a noção de ser extraterrestre no contexto antigo, então, estaria muito próxima da ideia de deuses e demônios. Da mesma forma, a aparição moderna de OVNIs e as primeiras investigações oficiais desse fenômeno só tiveram início durante a Segunda Guerra, com testemunhos equivocados de aeronaves dos países do Eixo por parte de pilotos dos países aliados. Logo em seguida, a paranoia se espalhou depois que um piloto civil americano disse ter visto um estranho objeto voador durante o verão de 1947.
O filme 'Guerra dos Mundo' retrata alienígenas como monstros  invasores e destruidores da humanidade
Divulgação
O filme 'Guerra dos Mundos' retrata alienígenas como monstros invasores e destruidores da humanidade
Nos anos 50, no contexto dos avanços tecnológicos secretos e do fantasma da hecatombe nuclear da Guerra Fria, também ganhou força, principalmente nos Estados Unidos, o temor das invasões alienígenas. Livros como "Os Invasores de Corpos", que deu origem a três versões cinematográficas (1956, 1978 e 1993), se tornaram grandes sucessos por terem incluído uma roupagem ideológica (capitalismo x comunismo) ao assustador gênero iniciado com "A Guerra dos Mundos", de H. G. Wells.

Depois, foi a vez de o horror de uma possível guerra biológica entre as duas potências mundiais passar a povoar nossos pesadelos, o que piorou com a escalada do terrorismo mundial nos últimos anos. A criação e o uso de vírus como potenciais armas de destruição em massa é uma ideia atemorizante não só porque os vírus representariam necessariamente morte certa, mas porque poderiam deixar sequelas ou transformar os humanos em verdadeiros monstros – e é nessa fonte que bebem os já citados Extermínio e Eu sou a Lenda.

Isso tudo é ainda mais perturbador se levarmos em conta que desde sempre nossa espécie tem enfrentado assustadores casos de epidemias causadas por vírus ou bactérias que eventualmente deixavam milhares ou milhões de pessoas desfiguradas ou seriamente doentes enquanto não morriam, como nos surtos de peste bubônica na Idade Média e nos ataques do Ebola na África contemporânea.

Mais recentemente, uma séria candidata no terreno do microcosmo a povoar nosso medo pelo desconhecido é a nanotecnologia – o autor americano de best-sellers de ficção científica Michael Crichton chegou a lançar um romance sobre o tema há poucos anos, "Presa", no qual uma experiência científica dá errado e uma porção de microrrobôs que podem se autorreproduzir começam a eliminar todos à sua volta.

Mas temos que admitir que os monstros não evocam apenas medo puro e primitivo. Os seres da animação Monstros SA (2000) e o ogro de Shrek (2000) são ótimos exemplos. Eles não dão sustos, pelo contrário, nos fazem rir. Os monstros, então, podem existir não apenas como um vestígio evolutivo, mas como alegorias subliminares.

Monstros invisíveis da sociedade moderna

A sociedade  moderna tem seus monstros invisíveis, como o terrorismo, a criminalidade  e a imigração
National Park Service
A sociedade moderna tem seus monstros invisíveis, como o terrorismo, a criminalidade e a imigração
O espanhol Seve Calleja, professor de letras e literatura do Instituto Miguel de Unamuno de Bilbao e autor do livro "Desdichados Monstruos" (algo como “Monstros desafortunados”, sem tradução para o português), sustenta que na maioria das vezes os monstros nada mais são do que o “outro” com que nos deparamos em nosso convívio social, quando esse “outro” não está de acordo com nossos padrões – físicos, comportamentais ou ideológicos. “A feiura do monstro ressalta nossa beleza. E por isso nós precisamos dele, porque sua deformidade confirma nossa aparente normalidade, e sua perversão destaca nossa bondade. Quando ele não existe por perto, o projetamos em um animal, em um inimigo, no estranho ou em qualquer outra coisa, ainda que algumas vezes esse ‘outro’ se esconda em nós mesmos”.

Além disso, novos medos e desafios surgem com o passar do tempo, o que, para o helenista Donaldo Schüller, significa novas metamorfoses para os monstros. Na Grécia Antiga e em outras civilizações, os monstros eram aquelas criaturas horrendas à espera do herói em lugares distantes. Hoje, estão dentro das cidades e podem muitas vezes ser abstratos e invisíveis. Criminalidade, imigração, terrorismo, os já citados vírus e bactérias e até problemas como o aquecimento global e a repressão do Estado estariam incluídos nessa lista. “O monstro sempre diz respeito ao que os homens desconhecem, mas o problema não é o monstro em si – é como nos portamos diante dele”, diz o professor. “Os heróis gregos resolviam isso por meio da violência, mas Platão e outros pensadores nos ensinaram que podemos ‘enfrentar’ o outro, o estranho, por meio da compreensão, da tolerância e do entendimento.”

O mítico dragão é um monstro do bem na cultura oriental, mas do  mal, na ocidental
Kai Schreiber / Creative Commons
O mítico dragão é um monstro do bem na cultura oriental, mas do mal, na ocidental
Culturas diferentes, monstros diferentes, significados diferentes. Mas e quanto àqueles monstros que aparecem nas mais variadas sociedades? Terão eles o mesmo significado cultural? Não é o que parece. Pegue-se o exemplo do dragão. No Oriente, esses seres eram em geral benévolos e representavam, entre outras coisas, a renovação, a sabedoria, o nascimento e o ciclo dos climas. Já no Ocidente, a imagem do dragão é a de um ser rabugento, que vive numa caverna deitado sobre uma pilha de ouro prestes a soltar fogo pelas ventas caso alguém tente roubá-lo. Esse é o tipo de dragão que aparece no livro "O Hobbit", de J.R.R. Tolkien, o criador da saga "O Senhor dos Anéis". Especialista erudito em textos anglo-saxões antigos, Tolkien era fascinado pelos temas épicos. Sobre esse tipo de monstro, escreveu: “Um dragão não é uma ideia qualquer. Quaisquer que sejam suas origens, em fato ou invenção, o dragão das lendas é uma criação potente da imaginação humana, mais rica em significado do que sua montanha é em ouro”.

O antropólogo David Gilmore concorda. Em sua opinião, o dragão se tornou uma imagem tão poderosa e emblemática no imaginário coletivo mundial porque é “o” monstro perfeito. “Os dragões combinam elementos de diferentes animais encontrados em todo o mundo, como aves, répteis, mamíferos e às vezes até insetos, por isso simboliza um poder além do ordinário”, explica, chamando atenção para o fato de que monstros voadores que cospem fogo já aparecem na epopeia de Gilgamesh.

Em "O Livro dos Seres Imaginários", o escritor argentino Jorge Luis Borges também comenta o fascínio que sentimos por esses monstros. “Ignoramos o sentido do dragão, como ignoramos o sentido do Universo, mas em sua imagem existe alguma coisa que se coaduna com a imaginação dos homens, e assim o dragão surge em diferentes latitudes e idades.”

Quer sejam dragões, gigantes, ogros, quer sejam alienígenas, os monstros têm sempre acompanhado a história da humanidade com suas advertências gerais a sociedades inteiras ou revelações pessoais sobre nossa natureza individual, mostrando nossas limitações e reforçando nossa coragem. Apesar disso, é irônico que seja tão difícil para nós, que os criamos, responder às perguntas que Paul Shepard se faz na introdução de "The Others": “Qual é a finalidade dessas criaturas imaginárias? Elas são realmente substitutas para animais comuns ou têm seus próprios propósitos? O que são elas, de onde vêm e o que fazem aqui?”

A resposta é inconclusiva. Até onde sabemos, o Universo é um lugar frio e vazio de vida. O planeta Terra, até agora, é a única exceção. Nossas criaturas imaginárias, nossos monstros, dão um certo colorido a esse Cosmos aborrecido. Como escreveu David Quammen no fim de "O Monstro de Deus", “a única coisa mais pavorosa do que chegar a LV-426 [o planeta do filme Alien] e encontrar um ninho de aliens, desconfio, seria chegar lá, e no planeta inexplorado seguinte, e no seguinte, e não encontrar nada”. Por algum estranho motivo, para a nossa espécie é muito mais assustadora a ideia de um mundo sem monstros do que a de um Universo cheio dessas criaturas.

Artigo Retirado:http://pessoas.hsw.uol.com.br/monstros.htm

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 Tags: 0 comentários

Guerra entre vovôs

http://www.blogodorium.net/uploads/luta.jpgUm idoso de 83 anos agrediu outro de 99 anos em uma disputa sobre estacionamento na última segunda-feira (18) em frente ao hospital Maimonides, em Nova York (EUA), segundo reportagem do jornal "New York Post".

O incidente aconteceu às 14h10 de segunda-feira, quando Steve Pulwers, que faz 100 anos daqui a dois meses, foi reclamar que o veículo de Gersh Gofman, de 83 anos, estava bloqueando a entrada da garagem.

Pulwers contou que bateu no vidro do carro de Gofman para avisá-lo que um médico precisava entrar no estacionamento. No entanto ele não respondeu, desceu do veículo e agrediu o idoso de 99 anos com uma ferramenta de metal.

"Ele é muito mais jovem e forte do que eu. Podia ser meu filho", disse Pulwers. "Talvez ele seja louco, porque uma pessoa normal não tentaria lutar contra um homem velho que está perto dos 100 anos", acrescentou.

Gersh foi libertado sem fiança e deve comparecer no tribunal no dia 25 de fevereiro.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009 Tags: 0 comentários

10 Lugares mais misteriosos do mundo

Introdução sobre os lugares mais misteriosos do mundo

Muitos acreditam que coisas sobrenaturais têm acontecido em várias partes do mundo há séculos. Esses fenômenos inexplicáveis parecem não ter preferência por algum tipo de local geográfico ou construção. Eles já se manifestaram em casas habitadas por gente comum, em regiões geográficas com belas paisagens, em castelos de príncipes ou até mesmo em galpões militares que supostamente esconderiam segredos de outro planeta.
10 lugares misteriosos
© iStockphoto.com / Rest
Stonehenge, no sul da Inglaterra,
é um dos lugares mais misteriosos deste mundo

A história da civilização é repleta de lugares naturais ou construídos pelo homem nos quais muita gente acredita que coisas estranhas acontecem. Coisas como manifestações demoníacas, contatos com extraterrestres ou até mesmo aparições de monstros pré-históricos. Apesar das evidências e de pesquisas científicas já terem desmistificados todos eles, há pessoas que creem que eventos muito estranhos ainda ocorrem nesses locais.

Lost
©2008 ABC, Inc.
A ilha de Lost é "hors concours" entre os lugares mais misteriosos

Por conta disso resolvemos dar uma pesquisada para identificar quais são os lugares mais misteriosos sobre a face da Terra. Claro que excluímos dessa pesquisa a ilha de Lost, afinal apesar de ser o lugar mais misterioso de todos não temos certeza se ele é realmente deste mundo.

Confira nas próximas páginas quais são os dez lugares mais misteriosos do nosso planeta.

10. Triângulo das Bermudas

Desde meados do século 19 uma área no Oceano Atlântico em forma de triângulo, com seus vértices na Flórida (EUA), em Porto Rico e na ilhas Bermudas, é considerada o local do misterioso desaparecimento de 50 navios e 20 aviões. As ocorrências naturais (ou sobrenaturais) atribuídas à região levaram os mais crentes a denominarem o lugar de “Triângulo do Diabo”.
triângulo das bermudas
ComoTudoFunciona

Embarcações totalmente abandonadas, sem sinal dos corpos de seus ocupantes, e navios e aviões que sumiram sem deixar rastros são as principais evidências que sustentam as teorias sobrenaturais sobre o que acontece por lá. Na verdade, características geofísicas da região e fatores climáticos são provavelmente as principais causas dos desaparecimentos. Além disso, há a possibilidade da corrente marítima, muito rápida e turbulenta, e falhas na correção da navegação levarem as embarcações a se perderem e envolverem-se em catástrofes.

9. Castelo de Bran

Os vampiros não nasceram lá, mas o mais famoso de todos eles sim. Imortalizado no romance de Bram Stokler, Drácula teria sido inspirado em Vlad “Dracul” Tepes, príncipe e líder guerreiro que no século 15 lutou pela ordem dos Cavaleiros do Dragão ao lado dos cristão e contra os turcos. Entre as inúmeras barbaridades que teria cometido estariam empalar seus inimigos e beber o sangue deles. O castelo no qual morou fica na Transilvânia, região atualmente localizada na Romênia.

10 lugares misteriosos
© iStockphoto.com /Nessa

Construído há cerca de dois mil anos, o Castelo de Bran é cercado de mistérios sobre a existência de passagens secretas e de acontecimentos sobrenaturais. Apesar da lenda de que Vlad tenha se transformado num vampiro, o que mais assusta no Castelo de Bran são as memórias das atrocidades cometidas por ele enquanto ainda era um ser humano.


8. O Templo

10 lugares misteriososO Templo é uma igreja construída em 1185, em Londres, pelos Cavaleiros Templários. Ela era utilizada por eles como seu quartel general e também para suas cerimônias secretas de iniciação. Com o fim dos Templários no século 14, a igreja passou a ser controlada pelos Cavaleiros de Malta até que no século 17 o rei James I assumiu a propriedade. A igreja tornou-se popular com o sucesso do livro “O Código da Vinci” que a cita como um dos locais que guardariam segredos referentes ao Santo Graal, ou à linhagem sagrada de Jesus, segundo a trama do romance. Durante o esplendor dos Templários nos séculos 12 e 13 várias figuras importantes lá foram enterradas e é possível ver suas monumentais efígies de mármore uma ao lado da outra no chão da igreja. O Templo foi construído por Heraclius, Patriarca de Jerusalém, em honra da abençoada Maria. Acredita-se que o local tenha guardado vários objetos sagrados vindos da Terra Santa além de ter abrigado várias das reuniões secretas e misteriosas dos Cavaleiros Templários.


7. Tumba de Tutancâmon

10 lugares misteriosos
© istockphoto.com / JoseISotoEle foi faraó do antigo Egito, tendo reinado entre os anos 1333 e 1323 antes de Cristo. Reinou e morreu jovem com apenas 19 anos de idade. Assim como outros faraós, Tutancâmon teria uma tumba digna para desfrutar da vida após a morte, mas devido a sua inesperada partida deste mundo ele acabou enterrado em uma pequena tumba adaptada localizada no Vale dos Reis. Esquecida e longe das principais, que acabaram vítimas de saqueadores, a tumba de Tutancâmon só foi descoberta em 1922. Ela estava inteiramente preservada e com todas as relíquias lá deixadas junto com o sarcófago do faraó. Os tesouros de Tutancâmon estão atualmente no Museu Egípcio, no Cairo.

Mais famosa do que o seu ocupante a tumba ganhou notoriedade não apenas por ter sido uma das únicas a ser encontrada praticamente intacta, mas também graças à “maldição da múmia” que ela guardaria.

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Vale dos Reis, no Egito, onde foi encontrada a Tumba de Tutancâmon

As mortes do arqueólogo Howard Carter, descobridor da tumba, em circunstâncias misteriosas, e do nobre inglês patrocinador da expedição e de alguns de seus amigos e parentes próximos, logo após a descoberta, alimentaram a lenda de que a tumba guardaria uma “maldição da múmia” que atingiria a todos os que a profanassem.

6. Ilha de Páscoa


Seria ela parte do continente perdido de Atlântida? Ou obra de "deuses astronautas"? Muitas teorias tentam explicar as gigantescas estátuas da Ilha de Páscoa, localizada no sul do Oceano Pacífico, na altura do Chile. As estátuas feitas em rochas vulcânicas receberam o nome de moais. Quase nove centenas delas, com altura de até 22 metros e pesando 90 toneladas, espalharam-se pelo território tornando Páscoa a ilha mais misteriosa do planeta.

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Reprodução

Os moais eram provavelmente dedicados ao culto aos mortos e teorias místicas explicam que eles foram construídos com a ajuda da Mana, energia oculta que anima as coisas e as pessoas. O que mais impressiona nas estátuas, além de entender como elas foram construídas, é o fato de não representarem deuses ou entidades divinas e sim os habitantes da ilha.

5. Ruínas maias

Uma das mais antigas civilizações do planeta, nascida cerca de três mil anos antes de Cristo, dotada de avançados conhecimentos em arquitetura, astronomia e agricultura e que tinha uma religião que exigia a prática de sacrifícios humanos, o Império Maia ocupou o que hoje é o sul do México, a Guatemala, o norte de Belize e o oeste de Honduras.
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Suas pirâmides e templos religiosos e sua capacidade como guerreiros deixaram os colonizadores espanhóis assombrados no século 16. Naquele momento a civilização maia já vivia seu declínio e, mesmo assim, ela resistiu durante vinte anos aos ataques espanhóis. Uma das mais misteriosas ruínas maias encontra-se em Chichen Itza (México) onde está o poço sagrado usado para rituais que incluíam sacrifícios humanos. Outro mistério que assombra as ruínas maias é entender o que levou esse povo a abandonar suas cidades vários séculos antes dos espanhóis chegarem.

4. Stonehenge

Portal para um outro universo, santuário destinado a curas, computador pré-histórico para previsões astronômicas, monumento aos mortos e à vida eterna. Após várias teorias, místicas ou científicas, Stonehenge continua um mistério. O gigantesco monumento circular formado por pedras moldadas pelo homem, em seis etapas na transição da Era da Pedra para a Era do Bronze (entre os anos 3.000 e 1.500 a.C), continua a intrigar arqueologistas e a instigar a imaginação de muita gente. Localizado no sul da Inglaterra, Stonehenge apresenta círculos concêntricos de pedras com até cinco metros de altura e pesando cerca de 50 toneladas.
10 lugares misteriosos
© iStockphoto.com /fotoVoyager

As pesquisas arqueológicas mais recentes indicam que provavelmente Stonehenge tenha sido um observatório astronômico construído por uma antiga civilização com a finalidade de observar os solstícios e equinócios com precisão. Somente muitos séculos depois ele acabou virando um santuário religioso ao ser encontrado pelos druidas. O advento do misticismo da Nova Era, no entanto, fez de Stonehenge o mais importante centro de peregrinação para os cultos neo-pagãos, apesar do engano histórico que é identificá-lo como uma criação dos druidas originais.

3. Amityville


Ela é provavelmente a casa assombrada mais famosa do mundo. Localizada no número 122 da Ocean Avenue, em Amityville, estado de Nova York, a residência que pertenceu à família DeFeo tornou-se desde os anos 1970 um dos lugares mais misteriosos e amedrontadores da Terra. A casa foi o palco, em 13 de novembro de 1974, dos assassinatos cometidos por Robert DeFeo, que matou a tiros seis membros de sua família: pai, mãe e seus irmãos e irmãs menores. O motivo do bárbaro crime, segundo o assassino, seriam as “vozes” que ele ouvira naquela noite ordenando que ele cometesse a chacina.

Amityville
Foto cedida Ric Osuna, Os Assassinatos de Amityville
Fachada da casa em Amityville, palco da chacina em 1974

Um ano depois, a casa em Amityville voltou a ser ocupada, desta vez pela família Lutz, mas eles não permaneceram muito tempo por lá. Após um padre tentar abençoar a casa, os Lutz a deixaram alegando que eventos paranormais que lá aconteciam os atormentavam com aparições, objetos que se moviam e outras coisas sobrenaturais que estariam alterando suas personalidades. Antes que o pior acontecesse, eles resolveram partir. Isso e todo o resto que tinha acontecido alimentaram as lendas de que a casa em Amityville teria sido construída num local habitado por um bruxo que escapou de Salem e que construíra ali um portal para o Inferno ou de que ela ficava onde existia um antigo cemitério. No fim, o que de real existe até agora é que, além dos bárbaros crimes cometido por Robert DeFeo, Amityville rendeu o best-seller “Horror em Amityville”, feito em parceria pelos Lutz com o escritor Jay Anson, que mais tarde virou uma série de filmes para o cinema. As “vozes” ouvidas por DeFeo foram provavelmente uma tentativa de alegar insanidade mental antes do julgamento, mas a crença de que algo de muito ruim assombra aquela casa em Amityville ainda alimenta a imaginação de muitas pessoas.


2. Loch Ness


10 lugares misteriososMaior lago de água doce no Reino Unido, ele é grande o suficiente para abrigar um monstro subaquático, do tipo pré-histórico, e está localizado numa região cheia de lugares, eventos e personagens místicos. O lago Ness fica na Escócia, mais precisamente numa área conhecida como Highlands. Ao longo dos séculos, surgiram relatos sobre a existência de um gigantesco monstro ou serpente que habitaria o lago. Esse tipo de narrativa era comum na Grã-Bretanha e na Escandinávia, reveladora do medo dos habitantes e visitantes ao depararem-se com lagos profundos e extensos como o Ness. Muito provavelmente a lenda tem suas origens na função prática de manter as crianças longe das águas para evitar os afogamentos. Mas com o avanço do cristianismo em terras britânicas na Idade Média, a lenda do monstro misturou-se com relatos de milagres cristãos, como o de São Columba, e ganhou força. Mais recentemente, um dos fatos que impulsionou a crença de que o lago Ness abrigaria um monstro de verdade foi uma fotografia tirada em 1934 por um respeitado médico e ex-militar, o coronel Robert Kenneth Wilson, e que mostraria o pescoço e a cabeça da criatura emergindo do lago. Décadas mais tarde, no entanto, um dos participantes da farsa confessou em seu leito de morte a construção de um monstro falso que embarcado em um submarino de brinquedo virou a foto que espantou o mundo. Nesse meio tempo, sonares, submarinos, mergulhadores e milhares de horas de observação de pesquisadores e curiosos tentaram em vão encontrar o misterioso monstro do lago Ness.

1. Área 51

Uma instalação militar por si só já é um lugar que tende a ser bastante secreto. Agora imagine uma dessas destinada aos experimentos tecnológicos mais avançados do mais poderoso exército do planeta. Ela é puro mistério. A Área 51, nome popular para o que alguns chamam de Comissão de Energia Atômica e outros de Centro de Testes de Vôo da Força Aérea, está localizada próxima a Las Vegas no deserto de Nevada (EUA), ao lado de um local que foi utilizado para testes de bombas nucleares. Esta instalação militar, que é misteriosa até em relação ao seu nome, tem sido uma fonte inesgotável de lendas, mitos e teorias da conspiração.
Area 51
2007 Google Earth™ mapping service/DigitalGlobe

Dos clássicos da ficção científica aos mais populares seriados da TV, como “Arquivo X”, várias obras de ficção inspiraram-se nela para seus enredos. Cercada de medidas de segurança e sigilo absoluto, especula-se que lá se desenvolvam testes de equipamentos da Força Aérea dos Estados Unidos, como os famosos aviões “invisíveis”. Mas, os mais céticos em relação a isso pensam que lá ocorrem experimentos com tecnologias alienígenas e até mesmo o estudo de extraterrestres que apareceram por aqui, como no famigerado episódio de Roswell, quando uma aeronave alienígena teria caído naquela cidade do Novo México e os fragmentos e corpos encontrados teriam sido enviados para a Área 51. Sem dúvida, essa mistura de segredos militares, alienígenas e conspirações governamentais faz da Área 51 o lugar mais misterioso atualmente no planeta. Neste caso, poderíamos dizer que, de forma diferente do que Fox Mulder acredita, “a verdade está lá dentro”.

Como funciona a tintura dos cabelos?

http://www.bicodocorvo.com.br/wp-content/uploads/2009/02/cor-de-cabelo-1.jpg

Introdução

Por muito tempo a coloração dos cabelos tem sido um assunto sério. Por exemplo, os lendários heróis da Grécia antiga usavam sabonetes e clareadores potentes para clarear e avermelhar seus cabelos, como sinal de honra e coragem. Os romanos do início da Era Cristã preferiam cabelos escuros, cujo tingimento era feito a partir de castanhas e alhos-porós cozidos.

Atualmente, a coloração de cabelos continua intensa, com um grande público de 75% de mulheres norte-americanas assumindo que tingem seus cabelos. Em 1950, apenas cerca de 7% delas pintavam seus cabelos. E, quando o faziam, era para cobrir as partes grisalhas com a cor natural, normalmente sem assumir o fato. As mulheres também decidiram que o tom loiro necessariamente não "diverte mais!" O vermelho tem sido a tonalidade mais requisitada nos salões de beleza. E as mulheres não estão sozinhas...

Cada dia mais homens cobrem as partes grisalhas ou, seguindo o público feminino, mudam radicalmente o visual. A venda de colorações para cabelos masculinos nos EUA chegou a US$ 113,5 milhões em 2005, um aumento de 50% em apenas cinco anos. A seleção de produtos e técnicas tonalizantes é enlouquecedora. O processo de coloração feito em casa é mais barato (entre US$ 4 e US$ 10, a menos que você tenha muito cabelo e precise de duas embalagens) do que uma ida ao salão que, dependendo do comprimento do cabelo, da cor e do método usado, pode custar mais de US$ 50.

Neste artigo vamos ver as indagações mais importantes sobre coloração de cabelo:

  • quando devo procurar um profissional e quando tenho um bom resultado ao tingir em casa?
  • qual fórmula e cor devo escolher e como meu cabelo vai reagir?
  • e se eu fizer bobagem e ficar parecendo com o gato malhado de meu vizinho?
Não se preocupe, vamos ensinar como evitar mancadas e como superá-las quando acontecerem.

O que é o cabelo

O típico pêlo do mamífero é formado pela haste, que se estende sobre a pele, e a raiz, cravada num folículo, ou cavidade, sob a superfície da pele. Com exceção de algumas células que crescem na base da raiz, o cabelo é um tecido morto, composto de queratina e proteínas afins. O folículo piloso é uma invaginação da epiderme (verifique em Como funciona o bronzeado e a queimadura de sol), com uma pequena parte da derme em sua base. O pêlo é formado por divisões de rápidas células na base do folículo. As células são empurradas para cima a partir da base do folículo, endurecem e sofrem pigmentação.

Os pêlos em nosso couro cabeludo, nas sobrancelhas e nos cílios são diferentes dos outros pêlos espalhados pelo corpo. O cabelo cresce de maneira saudável cerca de 1,25 cm por mês, e cabelos longos têm vida útil entre 3 e 5 anos. Em média, temos entre 100 e 150 mil fios de cabelo em nossa cabeça.

Há dois tipos de melanina em nossos cabelos: eumelanina (a mais comum e responsável pelas nuanças do marrom ao preto) e feomelanina (responsável pelas tonalidades de loiro e pelas cores avermelhadas). A ausência de pigmento produz o cabelo branco/grisalho. Antes que qualquer cor permanente seja aplicada na haste do cabelo, a cutícula, ou camada exterior, deve ser aberta. A fórmula insolúvel reage, então, com o córtex, para depositar ou remover a cor.


Quais são os ingredientes na coloração do cabelo

Até o início do século XX, a coloração de cabelos era feita a partir de uma grande variedade de tinturas naturais ou à base de ervas. Nadando contra a corrente de outros químicos que achavam que o desenvolvimento da coloração de cabelo era algo trivial e que não valia a pena, o químico francês Eugene Schuller criou a primeira coloração segura em 1909. Sua invenção foi baseada em uma nova substância, a parafenilenodiamina, e favoreceu a fundação de sua empresa, a French Harmless Hair Dye Company. No ano seguinte, o nome foi mudado para algo mais familiar a nós: L'Oréal. A L'Oréal, uma das gigantes no segmento de produtos para cabelos, cresceu com o passar dos anos, registrando pesquisa avançada e aplicada no desenvolvimento de novos produtos e expansão no mercado estrangeiro com seu sucesso mundial.

Os dois principais ingredientes envolvidos em qualquer processo de coloração que dura mais que doze lavagens são:

  • peróxido de hidrogênio, ou seja, água oxigenada: esse ingrediente, em várias formas e concentrações, auxilia a iniciar o processo de formação da coloração e propicia uma cor de maior duração. Quanto maior o volume de água oxigenada, maior a quantidade de enxofre que é removida do cabelo. A perda de enxofre gera a rigidez do cabelo e a redução de peso. É por isso que, na maioria das colorações de cabelo, a água oxigenada é mantida a 30% de volume ou até menos;
  • amônia: essa substância alcalina permite o clareamento, agindo como um catalisador quando a cor permanente do cabelo entra em contato com o peróxido. Como toda a substância alcalina, a amônia tende a abrir a cutícula do cabelo e permite a penetração da cor no córtex.
Além disso, vários tipos de álcoois, que também podem secar o cabelo, estão presentes na maioria das colorações. Verifique a lista oficial de ingredientes (em inglês) para a fórmula de coloração de cabelo

Como funcionam os produtos de pintura para cabelos

A boa notícia é que, hoje, a maioria dos produtos de tingimento para cabelo tem um aroma mais agradável do que aquele que acompanhava os produtos de outrora. E a maioria dos colorantes pode ser aplicada facilmente: uns para cabelos úmidos, outros para cabelos secos, que funcionam como produtos após o xampu, deixando-se agir sobre os cabelos por alguns minutos (algumas fórmulas pedem que a cabeça seja coberta com uma touca plástica durante o processo), sendo depois lavados e protegidos com condicionador.

O lado negativo é que algumas substâncias químicas da coloração de cabelos podem danificar os fios se você não souber usar ou caso você pinte freqüentemente ou tenha o hábito de fazer permanente. A reação do peróxido e da amônia está diretamente relacionada ao nível e ao tipo de produto que você está usando. Abaixo estão algumas descrições básicas de três principais níveis de produtos usados pela Clairol (em inglês), L'Oréal e outras marcas.

  • Nível 1, tintura temporária - esse produto adiciona cor sem mudar radicalmente a cor natural dos cabelos. A cor dos cabelos contém pequenas moléculas coloridas que entram pela cutícula do cabelo, ou na camada externa, e penetram no córtex. Elas não interagem com os pigmentos naturais. E uma vez que as moléculas são pequenas, elas saem dos fios depois de várias lavagens, deixando o cabelo como era antes do tratamento. Esse nível geralmente dura entre 6 e 12 lavagens, cobrindo 50% das partes grisalhas, realçando a cor natural e não deixando nenhum vestígio. Essa coloração não vai clarear a cor de seu cabelo, porque não contém amônia ou peróxido.
  • Nível 2, tintura semipermanente - esse produto tem maior duração, resistindo de 24 a 26 lavagens. Nesse processo, as moléculas de pré-coloração penetram na cutícula e entram no córtex, no qual se associam para criar moléculas de coloração de tamanho médio. Seu tamanho maior significa que elas vão demorar mais a sair. Esses produtos não contêm amônia e, por isso, o pigmento natural não pode ser clareado. Entretanto, contém uma pequena quantidade de peróxido, que dá um realce e tanto, ainda que sutil. Também cobre as partes grisalhas. As cores temporárias ou semipermanentes podem ficar definitivas em cabelos com permanente ou já coloridos.
  • Nível 3, tintura permanente - isso é o que você precisa para uma mudança de cor mais significativa; de preto para loiro você ainda vai precisar passar por um processo de clareamento duplo e é bom que seja feito por um profissional. Nesse nível, tanto a amônia quanto o peróxido são usados. Pequenas moléculas penetram totalmente no córtex, onde reagem e crescem a um tamanho que não podem ser tiradas. Mas lembre que seu cabelo vai crescer com o passar do tempo. Esse produto age para clarear o pigmento natural do cabelo, formando uma nova base, para depois aplicar uma nova cor permanente. O resultado final é a combinação do pigmento natural de seu cabelo e da nova tonalidade escolhida. Isso significa que a mesma cor pode ter nuances diferentes em cabelos diferentes; é por isso que o "teste de mecha" é tão importante - veja o porquê mais adiante. Os retoques a cada 4 ou 6 semanas são geralmente necessários para eliminar as raízes - a cor natural de seu cabelo que começa a aparecer alguns centímetros todo o mês.

Existem também produtos de coloração conhecidos como cores de "efeito especial". São os kits para adicionar luzes ou mechas a seu cabelo. Estão disponíveis em várias composições. Alguns são para colocar reflexos em cabelos naturais, sem coloração, ao passo que outros são para cabelos tingidos. O processo duplo de coloração ou clareamento e tonificação para conseguir mudanças radicais de cor entra nessa categoria. A maioria dos profissionais recomenda não fazer isso em casa, a menos que você adore aventuras e novas experiências! Produtos mais novos no mercado incluem xampus e musses de realce de cor e xampus que prolongam a duração da cor.

Agora que vimos os diferentes níveis de produtos usados na coloração de cabelo, vamos ver o que acontece de fato com seu cabelo. Por exemplo, se você for loira e estiver escurecendo a tonalidade de seu cabelo, as colorações permanentes utilizam a interação entre amônia e peróxido para criar uma nova base de cor em seus fios. Se você for na direção oposta, de preto ou castanho para loiro, os cabelos passam por uma fase a mais. Primeiro, o clareador é usado para tirar a cor do cabelo. A reação amônia-peróxido cria uma nova cor e a fixa no fio do cabelo. Se você usar uma tintura temporária, o cabelo é coberto com a cor, que não é, no entanto, depositada no próprio fio.

Amanhã vamos mostrar:

Como escolher a tonalidade e o produto certo para meu cabelo?


O que posso fazer com os cabelos grisalhos?


Que tipo de coloração de cabelo os homens usam?


domingo, 27 de dezembro de 2009 Tags: 0 comentários

Os ruivos vão ser extintos?

Introdução

Em agosto de 2007, vários veículos de comunicação anunciaram que os ruivos eventualmente entrariam em extinção. Outros canais de notícias e blogs levaram a notícia para o próximo nível, citando a "Oxford Hair Foundation" (Fundação de Oxford para o Cabelo) ou "geneticistas" que alegavam que os ruivos teriam acabado já em 2060 [fonte: The Courier Mail]. Acontece, porém, que todas essas pessoas erraram: os ruivos chegaram para ficar e vão estar por aí muito depois de 2060.

mulher ruiva
Fotógrafo: Branislav Ostojic | Agência: Dreamstime.com
Histórias alegando que os ruivos se extinguiriam apareceram em 2005 e 2007, mas não há evidências científicas sólidas que sustentem essas afirmações

A história de extinção dos ruivos já esteve na Internet antes, mais recentemente em 2005, com notícias novamente citando a Oxford Hair Foundation como fonte. Esses artigos trabalham com a prerrogativa errada de que os genes recessivos, como os que causam os cabelos vermelhos, podem "sumir". A verdade é que os genes recessivos podem se tornar raros, mas não desaparecer completamente, a menos que todos os portadores do gene morram ou não consigam se reproduzir. Então, cabelos vermelhos podem continuar sendo raros, mas há pessoas suficientes portadoras desse gene para que, exceto por uma catástrofe de proporções globais, os ruivos continuem a aparecer por um bom tempo ainda.

Alguns dos artigos que falavam sobre a extinção dos ruivos mencionavam a Oxford Hair Foundation como um instituto ou fundação de pesquisas independente, mas uma busca no Google mostra que a instituição é financiada pela Proctor & Gamble, fabricantes de inúmeros produtos de beleza, incluindo tinta para cabelos vermelha.

Já na mais recente onda de alertas da extinção dos ruivos, alguns órgãos de notícias erroneamente citaram a edição de setembro de 2007 da National Geographic como fonte das alegações. Outros, corretamente, citaram essa edição da revista em razão das estatísticas apresentadas em um pequeno artigo sobre ruivos. Na verdade, a história da National Geographic forneceu alguns dados sobre os cabelos vermelhos na população mundial, mas dizia apenas que "notícias" haviam alegado que os ruivos iriam entrar em extinção. O artigo em si, porém, não confirmava a afirmativa. Em vez disso, o artigo afirmou que, "embora possa diminuir o número de ruivos, o potencial dos cabelos vermelhos não vai sumir". Infelizmente, contudo, o estrago já foi feito e a idéia errada sobre a desaparição dos ruivos agora está muito difundida.

Especialistas entrevistados concordam que a alegada extinção dos ruivos é falsa. David Pearce, do University of Rochester Medical Center (Centro Médico da Universidade de Rochester), disse ao Rochester Democrat and Chronicle em 2005, após a última leva de notícias sobre a extinção dos ruivos, que os cientistas que afirmaram isso pela primeira vez precisam "conferir sua calculadora" [fonte: Seattle Times]. Rick Sturm, pesquisador da genética do cabelo e da pele na University of Queensland, disse à Australian Broadcasting Company que "não há uma falta de ruivos" e que a Oxford Hair Foundation não forneceu evidências científicas suficientes para provar suas descobertas [fonte: ABC Canberra].

Os cabelos vermelhos são causados por uma mutação no gene MC1R. Também é um traço recessivo, que precisa que ambos os pais passem a versão mutante do gene MC1R para produzir uma criança ruiva. Por ser recessiva, não é raro essa característica pular uma geração, aparecendo após ter pulado uma ou mais gerações se ambos os pais, independentemente de sua cor de cabelo, foram portadores do gene dos cabelos vermelhos.

por Jacob Silverman - traduzido por HowStuffWorks Brasil.

Interessado em mais curiosidades? Então acesse:http://www.hsw.uol.com.br/

Que cores de roupa combinam com sua pele?

Introdução a O que é tom de pele sazonal?

Tom de pele
©iStockphoto.com/druvo
Tom de pele sazonal é uma maneira de buscar as cores que melhor realçam você
Você tem uma camisa que você ama – aquela que realça seus olhos, combina com a sua pele e ilumina a cor de seu cabelo. Por que essa camisa parece ficar melhor em você do que em outras pessoas? Deve ser devido ao seu tom de pele sazonal, também conhecido como cor sazonal.

Tom de pele sazonal não se refere às estações do ano – no entanto, os tipos de tons de pele foram agrupados levando-se em conta os nomes das estações. Saber sua “estação” pode ajudar a escolher as roupas que mais combinam com você.

Para descobrir qual é a sua estação, primeiramente é preciso saber se a cor de sua pele é fria ou quente. Olhe para o seu antebraço na luz natural – o que você enxerga sob a sua pele? Se você vê as cores rosa e azul e se suas veias parecem azuladas, o seu tom de pele é frio. Se você enxerga o amarelo e veias esverdeadas, então o seu tom de pele é quente.

Uma vez que você já tenha descoberto se o seu tom de pele é quente ou frio, é possível saber qual estação lhe cai melhor.

- Inverno: se você tem um tom de pele frio e um cabelo escuro, provavelmente a sua estação é o inverno. Pessoas dessa estação devem buscar um contraste entre a cor do cabelo, cor dos olhos e o tom de pele. Dessa maneira, lhe caem melhor as cores vivas como azul, vermelho e o pink, e devem ser evitados os tons neutros, como os tons de terra.

- Primavera: tom de pele quente e cabelos mais para o claro – muitas vezes são os loiros, ruivos ou castanho claros. Busque cores claras e brilhantes. Evite cores escuras, assim como vestir algo preto e branco, porque é contraste demais para esse tipo de pele.

- Verão: se o seu cabelo e pele são ambos claros com um tom de pele frio, você é “verão”. Busque um tom pastel, suave e neutro e evite cores brilhantes, pois essas chamam muito a atenção sobre sua pele.

- Outono: tom de pele quente combinado com cabelos que vão do ruivo ao preto é geralmente “outono”. Como é aqui que se encaixa a grande maioria, é também aqui que se pode combinar um maior número de cores, particularmente os tons de terra e cores fortes. No entanto, os tons pasteis e as cores brilhantes não ficam bem.

Não importa qual é a sua estação, há cores que não caem bem para você.

13 exemplos de boas e más maneiras ao redor do mundo

Introdução a 13 exemplos de boas e más maneiras ao redor do mundo

13 exemplos de boas e más maneiras ao redor do mundo
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Não arrote. Coma tudo que estiver no prato. Aperte com força a mão na hora de cumprimentar. Reconheça o bom serviço prestado dando uma gorda gorjeta. Sabe isso tudo que você aprendeu sobre boas maneiras? Pode esquecer, dependendo do lugar para onde você for. O que é sinal de educação no Brasil pode ser visto como uma ofensa do outro lado do mundo - ou não tão longe assim. Veja neste e nos próximos exemplos as diferenças culturais que se refletem nas boas maneiras.

1 - Comeu bem? Então arrote!

Na China, em Taiwan e em boa parte do Extremo Oriente, o arroto é considerado um cumprimento ao chefe de cozinha - e indica que a pessoa comeu bem e apreciou a refeição.

2- Cuidado com os pés.

Na maior parte do Oriente Médio e do Extremo Oriente é considerado um insulto apontar os pés para outra pessoa - especialmente a sola do sapato, que jamais deve ser mostrada. Nunca se devem colocar os pés para cima.

3- Mais do que um pedaço de papel.

Na maioria dos países asiáticos o cartão de visitas é visto como uma extensão da pessoa. Daí que dar pouco valor ao cartão - dobrando-o, escrevendo nele ou guardando-o sem olhá-lo com atenção - equivale a desrespeitar quem o ofereceu.

4- Saindo do aperto.

É meio estranho um aperto de mãos mole - dá a impressão de pouca disposição por parte de quem cumprimenta. Só que em boa parte do Oriente - e em particular nas Filipinas - um aperto de mão mais forte, daqueles de esmagar os ossos, é entendido como uma agressão, equivalente a apertar qualquer outra parte do corpo.

5- Guerra dos sexos.

Judeus ortodoxos não apertam as mãos de mulheres, e muçulmanas fervorosas não apertam as mãos de homens. Para tornar tudo mais complicado, um homem muçulmano aperta as mãos de uma mulher que não seja muçulmana. Mas no geral as pessoas desses dois grupos evitam tocar em pessoas do sexo oposto que não sejam de suas famílias.

6- Em pratos limpos.

Num jantar na China nunca tente limpar o prato para dar mostras de boa educação. Quem oferece o jantar pode ser visto como rude se não se mantiver enchendo seu prato. Para demonstrar o reconhecimento pela generosidade de seu anfitrião, deixe um pouco de comida a cada prato servido.

7- Dá um dinheiro aí...

No Japão e na Coreia as gorjetas são consideradas um insulto, e não um cumprimento. Para japoneses e coreanos tradicionais aceitar gorjeta equivale a mendigar - mas isso já começou a mudar, graças à maior presença de ocidentais com seus costumes.

8- Contando nos dedos.

O sinal de OK, com o indicador e o polegar fazendo um círculo e os outros dedos levantados, é bem aceito nos EUA, mas na Alemanha e na maior parte da América do Sul é visto como uma das ofensas mais graves - mandar o sujeito tomar naquele lugar... Já na Turquia o gesto equivale a chamar alguém de homossexual. No Brasil o OK vem ficando cada vez mais OK, com a adoção do gesto americano, feito só com o dedo médio para cima.

9- Paz e guerra.

No Reino Unido, o V de vitória, usado também como símbolo da paz, vira convite para uma briga se for feito com a palma da mão virada para dentro. É o mesmo que o OK que não é OK, ou o dedo médio mostrado para quem se quer ofender.

10- Mão boba.

Na Grécia é extremamente ofensivo fazer qualquer sinal que mostre as palmas das mãos abertas. Não se deve acenar mostrando a palma da mão, nem levantar a mão aberta para faze alguém parar. Para dar tchau na Grécia é preciso apontar a palma da mão para dentro, como faz a família real...

11- Pés descalços.

No Japão e em outros países da Ásia - e também em alguns da América do Sul - é obrigatório tirar os sapatos ao entrar na casa de alguém. E na Europa é de bom-tom perguntar se é melhor tirar os sapatos. Não há segredo aqui - é só uma questão de limpeza.

12- Chiclé fora da lei.

Muita gente acha feio mascar chiclé. Na França, na Suíça e em Luxemburgo isso é visto como algo vulgar. E Cingapura vai além de muxoxos - lá é ilegal mascar chiclé desde 1992, quando o povo se cansou de ter que raspar da calçada a goma mastigada e cuspida.

13- De canhota.

Na maioria dos países árabes a mão esquerda é considerada suja, o que torna extremamente grosseiro usá-la para cumprimentar alguém - tanto com um aperto de mãos quanto acenando. Também é falta de educação passar comida para alguém usando a mão esquerda. O motivo? No deserto, sem papel higiênico, as pessoas se limpavam com a mão esquerda. Como não havia água para lavá-la depois, a sujeira era removida na areia. Enquanto isso, a mão direita era mantida sempre limpa.

por Publications Ltd. - traduzido por HowStuffWorks Brasil
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sábado, 26 de dezembro de 2009 Tags: 0 comentários

11 maneiras mais bizarras de morrer

O escritor Tennessee Williams, que morreu engasgado com uma tampa de garrafa
Wikimedia Commons
O escritor Tennessee Williams, que morreu engasgado com uma tampa de garrafa
Com todo o respeito aos sábios e defensores das bolas de cristal em torno do mundo, você nunca saberá como e quando vai morrer. Há muitas maneiras de morrer, e algumas certamente são mais bizarras que outras. Mesmo causas naturais, como ataque cardíaco, podem ocorrer em circunstâncias muito estranhas. Embora no atestado de óbito se possa ler claramente "morreu enquanto dormia", as letras miúdas completam "depois que um satélite caiu pelo telhado".

Ao longo da história, houve algumas mortes bem incomuns (e há até um prêmio criado especialmente para elas, o Darwin Awards). Átila, o huno, morreu de uma hemorragia nasal. Isadora Duncan, dançarina americana popular nos anos 1920, morreu estrangulada quando seu cachecol foi pego no eixo do carro em que ela estava passeando. Stanford White, arquiteto do Madison Square Garden, de Nova York, foi morto por um tiro no telhado do prédio que ele projetou. E o escritor Tennessee Williams morreu engasgado com uma tampa de garrafa.

Essas são formas estranhas e irônicas de morrer, mas elas não estão entre as 11 mortes bizarras das páginas que se seguem.

11. Morte por bueiro

Desparecer sugado por um bueiro é comum em enxurradas e enchentes, mas e quando a vítima fica presa pela cabeça ao tenta resgatar sua carteira?
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Desparecer sugado por um bueiro é comum em enxurradas e enchentes, mas e quando a vítima fica presa pela cabeça ao tenta resgatar sua carteira?
Essa morte bizarra e triste é um bom exemplo de má sorte trágica. Em 2008, um canadense morreu depois de tentar recuperar sua carteira roubada de uma boca de lobo. A carteira e alguns pertences foram roubados depois que o homem de 57 anos os deixara em um posto de gasolina. Ele chamou a polícia antes de encontrar a carteira jogada num bueiro próximo. O homem tentou sem sucesso alcançá-la pouco antes da polícia chegar, que o aconselhou a não tentar novamente. Mas o homem voltou depois, removeu a grade do bueiro e fez uma nova tentativa. Quando o policial que estava investigando o crime percebeu que o caminhão do homem tinha voltado, ele foi checar o bueiro e descobriu o homem preso pela cabeça vários metros abaixo da rua. A vítima ainda estava viva e assim ficou até que os bombeiros a tiraram de lá. Infelizmente, ele morreu no hospital logo depois.

10. Morte por desodorante

O que era para evitar odor de suor, foi letal para um garoto inglês de 16 anos
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O que era para evitar odor de suor, foi letal para um garoto inglês de 16 anos
Em 1998, um garoto de 16 anos morreu na Inglaterra de ataque cardíaco depois de ser exposto a muito gás de desodorante. Na época da morte, a BBC afirmou que, desde 1971, mais de 130 pessoas haviam morrido depois de inalarem propositalmente gás de desodorante aerosol, mas a morte do garoto foi apenas um caso acidental [fonte: BBC]. Parece que ele era obcecado por higiene pessoal e cheiro de frescor, por isso ele vaporizava seu corpo todo com desodorante ao menos duas vezes por dia.

O garoto exagerava tanto, que às vezes sua família podia sentir o cheiro no andar de baixo da casa. Apesar disso, eles nunca pensaram que o garoto estisse em perigo. A autópsia revelou que ele tinha 10 vezes a quantidade letal de butano e propano em sua corrente sanguínea. Acontece que o garoto usou o desodorante em um espaço relativamente confinado, embora as embalagens recomendassem usuá-lo em áreas bem ventiladas.

Deve-se observar que em estudos realizados pela Associação Britânica de Fabricantes de Aerossóis e pela unidade de toxicologia do Hospital de George, em Londres, os pesquisadores não conseguiram reproduzir as condições que levariam a efeitos danosos ou fatais da excessiva vaporização de produtos aerossóis em espaços confinados.

9. Morte por barba

Você já imaginou ficar preso na barba e não conseguir fugir de um incêndio?
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Você já imaginou ficar preso na barba e não conseguir fugir de um incêndio?
Em novembro de 2008, um professor canadense chamado Sarwan Singh entrou para o livro Guinness por ter a barba mais longa que qualquer homem vivo. Ela pendia por impressionantes 2,36 m a partir do queixo. Mas o recorde de todos os tempos para a barba mais longa vai para o norueguê que deixou a barba crscer até 5,3 m. Seu nome era Hans Langseth, e ele morreu em 1927. Sua barba foi exibida no Instituto Smithsoniano. Nenhum desses homens teve muito problema com suas barbas. O mesmo não pode ser dito de um austríaco do século 16. A barba de Hans Steininger tinha só 1,4 m, mas foi suficiente para levá-lo à morte. Hans costumava manter sua barba enrolada em uma bolsa de couro, mas esqueceu-se de fazê-lo em um dia de 1567. Um incêndio estourou em sua cidade naquele dia e ele ficou enrolado na barba enquanto tentava escapar. Há relatos conflitantes sobre se Steininger quebrou seu pescoço ou se morreu no incêndio, mas as duas mortes são bizarras.

8. Morte por ovelha faminta

Ovelhas parecem inofensivas, não é? Mas elas podem sentir fome, muita fome
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Ovelhas parecem inofensivas, não é? Mas elas podem sentir fome, muita fome
Ovelhas são criaturas bastante dóceis. Se você visitar uma fazenda de ovelhas, provavelmente vai encontrar criaturas lanosas em movimento errante ruminando grama. Infelizmente, em 1999, uma mulher na Inglaterra descobriu que ovelhas podem ter um lado agressivo, assim como muita fome. Betty Stobbs era mulher de um fazendeiro e tinha 67 anos na época do trágico encontro. Ela estava levando um delicioso jantar de feno para o rebanho de ovelhas da família usando um veículo de quatro rodas com um pequeno trailler acoplado. A ovelha estava em um campo com vista panorâmica da presa. Quando Stobbs chegou com o jantar, o rebanho agrediu-a e pulou para dentro do veículo, jogando-a na cabine. A triste ironia dessa tragédia é que ela não morreu da queda em si. Ela poderia até ter sobrevivido, mas as ovelhas tombaram o veículo, esmagando Stobbs.

7. Morte por sutiã

Modelos de sutiãs como este costumam ter reforço metálico no bojo. Melhor evitá-lo em dia de tempestade
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Modelos de sutiãs como este costumam ter reforço metálico no bojo. Melhor evitá-lo em dia de tempestade
Esta aqui não foi exatamente causada por um sutiã, mas a roupa de baixo feminina certamente não ajudou a situação para duas senhoras em Londres, em 1999. Essas duas amigas estavam andando no Hyde Park um dia quando caiu uma tempestade daquelas. O par tentou se abrigar sob uma árvore enorme quando um relâmpago massivo atingiu as duas. Aparentemente, os fios de metal do bojo dos sutiãs que as duas usavam atuaram como condutores, embora os investigadores acreditem que elas teriam morrido mesmo se não estivessem usando aquela lingerie. Infelizmente, as mulheres morreram instantaneamente, e seus corpos ficaram lá por 15 horas antes que alguém se aproxima-se deles. A causa oficial da morte, listada pelo investigador Paul Knapman, foi "falta de sorte".

6. Morte por videogame

Sessões muito longas de videogame podem levar à exaustão e, em elguns casos, à morte
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Sessões muito longas de videogame podem levar à exaustão e, em alguns casos, à morte
Um representante da empresa de pesquisa de mercado The NPD Group fez um anúncio assustador no 2009 Dice Summit, encontro da indústria de videogame que acontece em Las Vegas. Executivos da indústria de games sabiam que seus produtos estavam em franco crescimento, mas a revelação de que 6 milhões de novos potenciais consumidores começaram a jogar videogame em 2008 surgiu como uma surpresa bem-vinda. A conferência também revelou que o jogo online, quando jogadores jogam uns contra os outros via Internet, cresceu 2% em 2008 [fonte: dicesummit.org]. Toda essa atividade no campo dos jogos levou a preocupações com o vício em videogame. Essas preocupações foram validadas em 2005 quando um jovem sul coreano morreu depois de uma longa jornada jogando a versão online de Starcraft. O jogo é bastante popular na Coreia do Sul, e jogadores populares são reverenciados. O homem de 28 anos desse trágico caso tinha jogado o game por cerca de 50 horas seguidas em um cybercafé em Taegu, fazendo apenas paradas curtas para um cochilo e para ir ao banheiro. Ele foi levado às pressas para o hospital depois de sofrer um colapso, mas morreu logo em seguida. A polícia acredita que a causa da morte tenha sido parada cardíaca provocada por exaustão severa.

5. Morte por melaço

Imagine uma onda gigantesca de melaço engolindo você. Morte doce, mas nada agradável
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Imagine uma onda gigantesca de melaço engolindo você. Morte doce, mas nada agradável
Essa não foi apenas uma, mas 21 mortes - todas provocadas pela mesma causa bizarra. Em um dia quente de janeiro de 1919, em Boston, um enorme tanque contendo cerca de 9,5 milhões de litros de melaço explodiu no bairro North End. O tanque tinha 15,2 m de altura e 27,4 m de diâmetro e estava situado na zona portuária, em uma área habitada por imigrantes italianos. Ninguém sabe ao certo o que causou a explosão que lançou estilhaços a até 61 metros no ar.

Algumas das mortes foram atribuídas à força do deslocamento de ar provocado pela explosão em si, e é impossível dizer agora quantos exatamente pereceram em consequência disso. Mas nós sabemos que a explosão provocou uma parede de melaço de 7,6 m de altura que fluiu para o bairro a uma velocidade estimada de 56,3 km/h. A onda pegajosa derrubou pessoas e engoliu-as, levando-as a afogarem-se no líquido marrom grudento.

Levou meses para limpar a bagunça. Moradores do azarado bairro afirmam que ainda hoje é possível sentir o cheiro do melaço nos dias quentes de verão.

4. Morte pelo sinal de Hollywood

Hollywood, onde muitos saltam para a fama - ou para a morte
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Hollywood, onde muitos saltam para a fama - ou para a morte
Hollywood deixou mais do que uns poucos sonhos de fama e fortuna destruídos ao longo dos anos. A mais famosa dessas histórias tristes é provavelmente a da jovem atriz Peg Entwistle, de Wales. Enwistle tinha conseguido algum sucesso nos palcos, até ganhando papéis na Broadway, em Nova York, mas assim como muitos outros, elas foi atraída pelas luzes brilhantes de Hollywood, no centro de Los Angeles.

Uma vez na Califórnia, ela encontrou uma pequena medida de sucesso quando atuou no filme "Thirteen Women", mas a fama desejada ainda a evitava. Testes de projeção do filme foram ruins, e muito do trabalho dela foi cortado do produto final. Em 16 de setembro de 1932, ele subiu até o famoso sinal de Hollywood para seu ato final. Na época, o sinal ainda era "Hollywoodland", e era meramente uma anúncio publicitário de um condomínio em construção. Entwistle deixou seus pertences, inclindo uma nota suicida, na base do sinal, escalou-o e saltou do topo da letra "H".

Seu corpo ficou lá por dois dias antes de ser localizado por seu tio, que morava nos morros perto do sinal. Sua nota suicida dizia simplesmente: "Estou com medo, sou uma covarde. Desculpe qualquer coisa. Se eu tivesse feito isso muito tempo atrás, teria poupado muito sofrimento. P.E.".Numa dessas viradas irônicas do destino, uma carta chegou a Entwistle no dia seguinte à sua morte oferecendo a ela um papel em um filme sobre uma mulher à beira do suicídio.

3. Morte por pilha de lixo

Amontoar lixo pode ser um sério problema para certas pessoas. Pergunte aos irmãos Collyer
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Amontoar lixo pode ser um sério problema para certas pessoas - que o digam os irmãos Collyer
Dizem que o lixo de uma pessoa é o tesouro de outra, mas isso pode ficar fora de mão se você se tornar um colecionador de objetos inúteis e não jogar nada no lixo. A maioria das pessoas tem um pouquinho dessa tendência dentro delas, mas não a ponto de matá-las. Infelizmente, o mesmo não pode ser dito sobre os irmãos Collyer, de Nova York.

Langley e Homer Collyer mudaram-se para o Harlem, bairro de Nova York, em 1909, quando ainda estavam com 20 e poucos anos. Filhos de uma família de classe privilegiada, os irmãos se tornaram gradativamente fechados ao longo dos anos e começaram a acumular itens. Quanto eles acumularam? Estima-se que foram 180 toneladas (ou 163 toneladas cúbicas) de lixo no apartamento em que moravam. Candelabros quebrados, carrinhos de bebê estragados, pianos esmagados, relógios rachados e mobília mofada estavam amontoadas em cada canto de sua casa. Homer ficou cego nos anos 1930 e de cama em 1940 por causa do reumatismo. Seu irmão mais novo cuidava de cada necessidade sua e até guardou centenas de milhares de jornais na esperança de que Homer recobrasse a visão algum dia.

Estranhamente, a casa também tinha armadilhas ocultas para evitar invasores. Aconteceu disso ser a ruína de Langley quando ele tropeçou em uma dessas armadilhas e foi enterrado sob uma avalanche de lixo. Incapaz de ajudar, Homer acabou morrendo lentamente de fome enquanto seu irmão jazia sob a pilha de refugos. A polícia procurou em Manhattan por semanas antes de perceber que Langley estava enterrado em sua própria casa.

2. Morte por fenômeno inexplicado

Seriam alienígenas os responsáveis pela morte de 9 trilheiros russos?
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Seriam alienígenas os responsáveis pela morte de 9 trilheiros russos?
O que aconteceu exatamente para causar as mortes de nove trilheiros nos Montes Urais, na Rússia, em 2 de fevereiro de 1959, prmanece um dos mais notórios mistérios sem solução do país. Em 28 de janeiro, dez estudantes do Instituto Politécnico Ural saíram para fazer uma trilha de inverno. Um dos mebrosdo grupo ficou doente e foi deixado em um acampamento na montanha para se recuperar.

Os outros nove nunca saíram da floresta, e o que os investigadores encontraram foi assustador e confuso. Sua tenda abandonada foi encontrada rasgada de dentro para fora, metade enterrada na neve, com os sapatos e os pertences dos estudantes ainda dentro. Os primeiros dois corpos foram encontrados no limite da floresta, descalços e vestidos com roupa de baixo. Outros três corpos foram encontrados próximos em condições similares. Dois meses depois, os últimos quatro corpos foram descobertos enterrados na neve a cerca de 75 m das primeiras vítimas.

Esses quatro estudantes tinha ferimentos internos massivos, costelas quebradas e crânios esmagados. Um deles tinha tido a língua arrancada. Uma coisa que deixou os investigadores perplexos foi o fato de que não havia sinais de luta nem ferimentos externos. As quatro últimas vítimas estavam usando algumas das roupas dos outros, que descobriu-se terem altos níveis de radiação.

As teorias foram abandonadas com o tempo - avalanche, interação com alienígenas e testes militares, para nomear algumas. Os arquivos do caso estavam lacrados at;e 1990, quando ficou-se sabendo que esferas laranjas brilhantes foram vistas no céu naquela noite por outros praticantes de trilha. Isso e a radiação nas roupas levaram a maioria das pessoas a acreditar que aconteciam alguma manobras militares secretas - embora o governo russo nunca tenha admitido.

1. Morte por descuido

Em 1982, o caminhoneiro americano Larry Walters, de Los Angeles, se aventurou nos céus de Los Angeles sentado em uma cadeira de praia de alumínio presa a 45 balões de gás hélio. Walters, que tencionava voar por algumas horas a apenas 9 m do chão, chegou a 5.000 m de altitude e ficou "preso" à sua cadeira no ar por 14 horas. Felizmente, os balões foram perdendo altitude e Walters foi resgatado com vida.

O padre de Carli merece o prêmio de morte mais bizarra de todos os tempos
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O padre Adelir de Carli merece o prêmio da
morte mais bizarra de todos os tempos

O padre católico Adelir Antônio de Carli, do Brasil, não teve tanta sorte. Decidido a estabelecer um recorde mundial para voo em balão de gás com o objetivo de promover seu plano de construir uma parada de descanso espiritual para caminhoneiros, o padre pegou uma cadeira plástica leve, amarrou-a a balões de festa e partiu para a sua aventura.

Preocupado com segurança, em vez de amarrar na cadeira sanduíches e cerveja como fizera Walters, de Carli levou consigo um telefone por satélite e um receptor GPS. Contudo, o padre cometeu um erro fatal: não aprendeu a usar o GPS antes do fatídico voo que saiu de Paranaguá com destino a Dourados, no Paraná.

O tempo mudou, os ventos mudaram, e o padre pendurado nos balões de festa foi soprado em direção ao alto-mar. Enquanto ainda voava sobre a terra, de Carli poderia ter aberto o páraquedas, mas preferiu não fazê-lo. Perdido no mar, ele resolveu telefonar por ajuda, mas o resgate não sabia onde ele estava. De Carli ficou brigando com o GPS e a bateria do telefone acabou, sem que ele ou o resgate soubesse da sua localização. Pedaços de balões foram encontrados em montanhas e praias de Santa Catarina. Em 3 de julho, um pedaço de seu corpo foi encontrado boaindo a 100 km da costa de Maricá, no Rio de Janeiro.

por Charles Bryant - traduzido por HowStuffWorks Brasil

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